O blog fez 3 anos no dia 1 deste mês, não tenho maneira de estar por aqui tantas vezes como gostaria, mas simplesmente não é possível, e estar a gerir ou a pensar num blog à distância, para mim não funciona.
Aos que por aqui ainda passam, apenas posso garantir que melhores posts virão...
:)
E até tenho saudades de vocês e tudo....
Ps- Preciso de um layout novo, mas não tenho como conseguir um... precisa-se de sugestões...
E até sei que é pedir muito....
S., não te custava muito pois não?... :)
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Começou na sexta acabou [espero] a 13....
Na sexta tive um acidente de carro, gosto de dizer acidente torna a coisa mais aparatosa, sempre chama mais à atenção do que dizer, “bati de carro”, e uma vez que tenho andado pouco por estes lados, é bom que cada vez que faço uma visita, consiga chamar a atenção...
Estava a sair de um estacionamento e a mexer no rádio ao mesmo tempo, sou especialista em dificultar as coisas, e pumba!!!, não sei muito bem como, não vi o carro que estava atrás de mim e decidi redesenhar a porta do 205, não ficou mau não senhor....
O João que foi muito, muito simpático não tinha os documentos e tivemos de nos encontrar novamente para assinamos a declaração amigável. Não imagino melhor maneira de conhecer alguém que bela impressão que se deve deixar, senti-me um imbecil, mas enfim ainda existem pessoas que nos facilitam as tarefas...
Ontem por volta das 9h estava tudo tratado, e apesar de não o conseguir convencer a alterar também a outra porta, correu tudo da melhor maneira possível [continuo a achar que ficava bonito]....
Jantar mexicano, para comemorar umas decisões e umas mudanças, [fiz as melhores fajitas do mundo!!!! Hot hot].... e depois do jantar, adormeci descansada.
....Hoje de manhã não tinha rádio, assaltaram-me o carro....(sem comentários)
... pelo menos tão cedo, não bato a fazer marcha atrás....
Estava a sair de um estacionamento e a mexer no rádio ao mesmo tempo, sou especialista em dificultar as coisas, e pumba!!!, não sei muito bem como, não vi o carro que estava atrás de mim e decidi redesenhar a porta do 205, não ficou mau não senhor....
O João que foi muito, muito simpático não tinha os documentos e tivemos de nos encontrar novamente para assinamos a declaração amigável. Não imagino melhor maneira de conhecer alguém que bela impressão que se deve deixar, senti-me um imbecil, mas enfim ainda existem pessoas que nos facilitam as tarefas...
Ontem por volta das 9h estava tudo tratado, e apesar de não o conseguir convencer a alterar também a outra porta, correu tudo da melhor maneira possível [continuo a achar que ficava bonito]....
Jantar mexicano, para comemorar umas decisões e umas mudanças, [fiz as melhores fajitas do mundo!!!! Hot hot].... e depois do jantar, adormeci descansada.
....Hoje de manhã não tinha rádio, assaltaram-me o carro....(sem comentários)
... pelo menos tão cedo, não bato a fazer marcha atrás....
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Quantos quilómetros fazem uns sapatos...
Estou doente há mais de 48h, apenas saio de casa para ir ao videoclube e novamente regressar para o meu adorado sofá….
Hoje decidi espantar o vírus, e aumentar a minha aventura de ir ao videoclube abastecer-me de imagens, e parei para lanchar num café mítico desta aldeia que me serve de morada.
Na mesa ao lado fala-se da vida alheia, dois casais na casa dos sessenta anos discutem o casamento da filha da "Cândida" que coitadinha foi deixada pelo marido, o casamento não durou nem um ano, mas a final ela também não era nada simpática….um dos casais passou uma semana em casa da Cândida tinha a garota uns 16 anos e quando foram ao casamento ela nem os reconheceu….
“Parece que ele arranjou outra, um homem não sai de casa sem motivo, essa é que é essa, e ele era uma jóia de rapaz, não desfazendo…ainda no outro dia o vi…
Ele bebe um bocadinho, mas a cabeça é dele coitado…
Olha é cá que se paga…
Nesse dia que o vi comprei uns sapatos pretos lá no Sr. Vasco, já tinha os outros desde o ano passado, comprei-os por esta altura para os anos do Miguel, já nem sei quantos quilómetros terão feito….”
Do outro lado da rua reparo num casal… ele tem 50 e poucos anos, veste fato cinza escuro , ela pouco passa dos 38 cabelos negros longos, sapatos altos, sais muito justa ao corpo, saem de mão dada de uma apartamento de fim de semana, no centro de uma vila não muito longe de um qualquer centro urbano, caminham encostados um ao outro como se o mundo os empurrasse, são frágeis. Sentam-se atrás de mim, e pedem dois cafés antes da viagem de volta.
Entre risinhos e festinhas ela diz-lhe que deixou a filha com a irmã, e que tem jantar feito em sua casa, ele fica em silêncio uns segundos, observo-os pelo canto do olho, ele sorri e acaricia-lhe a face como se uma resposta repetida se tratasse, tenho de estar em casa para jantar, diz-lhe sorrindo.
Estes sapatos estão a matar-me, diz mudando de assunto….
Descem a rua de mão dada e com dores nos pés, depois de um café em silêncio, aquele silêncio de quem não diz o que quer por medo de complicar, e o silêncio de quem não diz porque não tem nada para dizer….
Deixaram os risinhos para a próxima quinta-feira….
Olhei para os meus pés, as botas são sempre as mesmas, pensei para mim quantos quilómetros já levarão….
Hoje decidi espantar o vírus, e aumentar a minha aventura de ir ao videoclube abastecer-me de imagens, e parei para lanchar num café mítico desta aldeia que me serve de morada.
Na mesa ao lado fala-se da vida alheia, dois casais na casa dos sessenta anos discutem o casamento da filha da "Cândida" que coitadinha foi deixada pelo marido, o casamento não durou nem um ano, mas a final ela também não era nada simpática….um dos casais passou uma semana em casa da Cândida tinha a garota uns 16 anos e quando foram ao casamento ela nem os reconheceu….
“Parece que ele arranjou outra, um homem não sai de casa sem motivo, essa é que é essa, e ele era uma jóia de rapaz, não desfazendo…ainda no outro dia o vi…
Ele bebe um bocadinho, mas a cabeça é dele coitado…
Olha é cá que se paga…
Nesse dia que o vi comprei uns sapatos pretos lá no Sr. Vasco, já tinha os outros desde o ano passado, comprei-os por esta altura para os anos do Miguel, já nem sei quantos quilómetros terão feito….”
Do outro lado da rua reparo num casal… ele tem 50 e poucos anos, veste fato cinza escuro , ela pouco passa dos 38 cabelos negros longos, sapatos altos, sais muito justa ao corpo, saem de mão dada de uma apartamento de fim de semana, no centro de uma vila não muito longe de um qualquer centro urbano, caminham encostados um ao outro como se o mundo os empurrasse, são frágeis. Sentam-se atrás de mim, e pedem dois cafés antes da viagem de volta.
Entre risinhos e festinhas ela diz-lhe que deixou a filha com a irmã, e que tem jantar feito em sua casa, ele fica em silêncio uns segundos, observo-os pelo canto do olho, ele sorri e acaricia-lhe a face como se uma resposta repetida se tratasse, tenho de estar em casa para jantar, diz-lhe sorrindo.
Estes sapatos estão a matar-me, diz mudando de assunto….
Descem a rua de mão dada e com dores nos pés, depois de um café em silêncio, aquele silêncio de quem não diz o que quer por medo de complicar, e o silêncio de quem não diz porque não tem nada para dizer….
Deixaram os risinhos para a próxima quinta-feira….
Olhei para os meus pés, as botas são sempre as mesmas, pensei para mim quantos quilómetros já levarão….
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Sou do tamanho do meu mundo... vou crescendo...
Vim renovada do ano que passou, e sem medo de mais uma vez me reinventar, faço isso há anos, já não me custa tanto.... e feitas as contas, nem sempre fui assim tão honesta com a dor que pensei sentir, mas essas são as contas que levo para ajustar com o outro senhor... não há nada mais chato de que uma menina boazinha.... ou sempre boazinha, tive a minha cota parte de maldade, não podia ser de outra forma....
Foi um ano de terminar coisas, largar a cepa torta, ou sim ou sopas.... e claro que quando chegamos ao ponto de precisar desta pergunta..... normalmente levamos sempre com as sopas....
...e bolas sabe Deus (ou isso) como às vezes custa desemburrar, porque (infelizmente) pouco mais lhe posso chamar do que um estado de pura burrice, quando está tudo à frente dos olhos e não queremos ver.... (desculpa a minha teimosia)....
Finalmente a casa está pronta, as finanças estão em paz comigo, ok o emprego é muito muito mau.... (não por muito tempo, tenho um portfolio genial!!!!!)
.....Tenho saúde, tenho as minhas princesas, os meus meninos perdidos, tenho um coração enorme, tenho os amigos e a familia, e pessoas que amo e que me amam (demasiado, estou sempre a avisar) tenho uma vida bestial, e tudo vai andando, apesar dos lamentos, mesmo que não tenham sido fáceis estes dias de relembrar....ainda assim, de coração terminei o ano em paz com o mundo e com os outros....
Sou muito arrogante às vezes, eu sei, mas deviam ver as pessoas que tenho à minha volta, e percebiam porque me sinto especial....
Daqui a seis anos, agarro na mochila e vou conhecer mundo...(vou mesmo).....
Há-de vir o dia....
Foi um ano de terminar coisas, largar a cepa torta, ou sim ou sopas.... e claro que quando chegamos ao ponto de precisar desta pergunta..... normalmente levamos sempre com as sopas....
...e bolas sabe Deus (ou isso) como às vezes custa desemburrar, porque (infelizmente) pouco mais lhe posso chamar do que um estado de pura burrice, quando está tudo à frente dos olhos e não queremos ver.... (desculpa a minha teimosia)....
Finalmente a casa está pronta, as finanças estão em paz comigo, ok o emprego é muito muito mau.... (não por muito tempo, tenho um portfolio genial!!!!!)
.....Tenho saúde, tenho as minhas princesas, os meus meninos perdidos, tenho um coração enorme, tenho os amigos e a familia, e pessoas que amo e que me amam (demasiado, estou sempre a avisar) tenho uma vida bestial, e tudo vai andando, apesar dos lamentos, mesmo que não tenham sido fáceis estes dias de relembrar....ainda assim, de coração terminei o ano em paz com o mundo e com os outros....
Sou muito arrogante às vezes, eu sei, mas deviam ver as pessoas que tenho à minha volta, e percebiam porque me sinto especial....
Daqui a seis anos, agarro na mochila e vou conhecer mundo...(vou mesmo).....
Há-de vir o dia....
sábado, 5 de janeiro de 2008
Dúvida do Ano Novo...
Apesar de as mulheres serem mais frágeis, mais sensiveis, mais mariquinhas, mais lamechas, mais fáceis de chorar, porque é que são os homens que depois de crescidos continuam a usar cuecas com bonecos?
[Bom Ano.....]
[Bom Ano.....]
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Vale pelo que vale...
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Crime sem castigo, ou o escuteiro “larápio” em mim....
Estava eu em na Estação de Benfica, mais ou menos por esta altura do ano, em que a noite chega mais cedo, e o frio não convida a grandes aventuras, à espera do meu querido namorado da altura (dessas e de outras) a ler ironicamente o crime e castigo, e a ouvir rádio...
Estacionado ao meu lado, uma carrinha Peugeot 405, já bastante agastada pelo tempo, rodeada e admirada por 3 homens com idades em escadinha*, vestidos de preto até aos pés, e com um timbre de voz diga-se musical e ao mesmo tempo estridente. (aka de etnia cigana)
Uma vez afastada a minha atenção do livro, constatei após longa observação, que a carrinha, estava com alguma dificuldade em iniciar o processo de arranque, ou seja na linguagem dos três homens....
“A “P%#”*TA” na pega!!!...”
Mesmo não percebendo muito de mecânica era lógico que a carrinha estava sem bateria, talvez tivesse descarregado, pensei eu ingenuamente. Assim sendo, e depois de nada ponderar o assunto, saí do meu carro e dirigi-me aos três indivíduos ...
Disse boa noite, e passei a informa-los que segundo os meus vagos conhecimentos de mecânica a bateria provavelmente estaria sem carga, e que como eu tinha cabos de ligação no carro, os iria ajudar naquela situação complicada...
O mais velho começou por gaguejar e não mais articulou palavra, o do meio segui-me rapidamente até à mala do meu carro enquanto o mais novo abria os “capot’s”** dos dois carros a meu pedido...
Depois de tirar os cabos da mala, deixei a mesma aberta, e dirigi-me para a carrinha para dar inicio à dita ligação directa, o do meio voltou atrás a fechar a mala enquanto dizia...
“ a menina na devia dexar a mala aberta, que aqui há muito gatuno”
Sorri, agradeci, e lá comecei com a ajuda dos outros dois a ligar cabos...
...Cabos ligados, pedi ao mais novo para dar à chave do meu carro, hesitou mas lá entrou, e deu à chave enquanto eu observava o do meio agitar uma chave de fendas enorme, na fechadura da carrinha......
A carrinha lá pegou ao fim de umas tentativas, ouviu-se aquele som de alivio geral, que acontece quando um contratempo de carro chega ao fim com final simples e feliz. Muitos agradecimentos, cabos devolvidos, e lá se fizeram ao caminho, enquanto um diabo esfregava um olho***...
E eu, lá voltei para minha espera e para a minha leitura. Pouco tempo depois o namorado lá chegou, contei-lhe a história, muito orgulhosa do meu acto de “escuteirismo”, quando cheguei à parte da “chave de fendas enorme na fechadura da carrinha” empalideceu e disse:
“Mas tu estás doida??!!
Tu tens noção do perigo que correste, vamos embora antes que o dono do carro apareça.....o dono do carro ou a policia....”
* Idade em escadinha é mais ou menos isto... o mais velho 55, o do meio 35 e o mais novo 22 com a devida margem de erro... uma vez que eu tenho 29 e há quem ache que pareço ter 16 loololol
** Não faço ideia como se escreva isto!!!
*** Adoro esta expressão!!! E trabalheira que foi, conseguir enfia-la no texto... lolol
**** Se alguém ler cabrinha em vez de cabrinha em alguma parte do texto, a culpa não é minha, o corretor do Word insiste em fazer a correcção.... teimosias...
Estacionado ao meu lado, uma carrinha Peugeot 405, já bastante agastada pelo tempo, rodeada e admirada por 3 homens com idades em escadinha*, vestidos de preto até aos pés, e com um timbre de voz diga-se musical e ao mesmo tempo estridente. (aka de etnia cigana)
Uma vez afastada a minha atenção do livro, constatei após longa observação, que a carrinha, estava com alguma dificuldade em iniciar o processo de arranque, ou seja na linguagem dos três homens....
“A “P%#”*TA” na pega!!!...”
Mesmo não percebendo muito de mecânica era lógico que a carrinha estava sem bateria, talvez tivesse descarregado, pensei eu ingenuamente. Assim sendo, e depois de nada ponderar o assunto, saí do meu carro e dirigi-me aos três indivíduos ...
Disse boa noite, e passei a informa-los que segundo os meus vagos conhecimentos de mecânica a bateria provavelmente estaria sem carga, e que como eu tinha cabos de ligação no carro, os iria ajudar naquela situação complicada...
O mais velho começou por gaguejar e não mais articulou palavra, o do meio segui-me rapidamente até à mala do meu carro enquanto o mais novo abria os “capot’s”** dos dois carros a meu pedido...
Depois de tirar os cabos da mala, deixei a mesma aberta, e dirigi-me para a carrinha para dar inicio à dita ligação directa, o do meio voltou atrás a fechar a mala enquanto dizia...
“ a menina na devia dexar a mala aberta, que aqui há muito gatuno”
Sorri, agradeci, e lá comecei com a ajuda dos outros dois a ligar cabos...
...Cabos ligados, pedi ao mais novo para dar à chave do meu carro, hesitou mas lá entrou, e deu à chave enquanto eu observava o do meio agitar uma chave de fendas enorme, na fechadura da carrinha......
A carrinha lá pegou ao fim de umas tentativas, ouviu-se aquele som de alivio geral, que acontece quando um contratempo de carro chega ao fim com final simples e feliz. Muitos agradecimentos, cabos devolvidos, e lá se fizeram ao caminho, enquanto um diabo esfregava um olho***...
E eu, lá voltei para minha espera e para a minha leitura. Pouco tempo depois o namorado lá chegou, contei-lhe a história, muito orgulhosa do meu acto de “escuteirismo”, quando cheguei à parte da “chave de fendas enorme na fechadura da carrinha” empalideceu e disse:
“Mas tu estás doida??!!
Tu tens noção do perigo que correste, vamos embora antes que o dono do carro apareça.....o dono do carro ou a policia....”
* Idade em escadinha é mais ou menos isto... o mais velho 55, o do meio 35 e o mais novo 22 com a devida margem de erro... uma vez que eu tenho 29 e há quem ache que pareço ter 16 loololol
** Não faço ideia como se escreva isto!!!
*** Adoro esta expressão!!! E trabalheira que foi, conseguir enfia-la no texto... lolol
**** Se alguém ler cabrinha em vez de cabrinha em alguma parte do texto, a culpa não é minha, o corretor do Word insiste em fazer a correcção.... teimosias...
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
sábado, 24 de novembro de 2007
Coimbra-Viseu-Salamanca-Madrid
Ando sem grandes vontades de falar, aliás tenho me limitado a não escrever de todo, mas não posso deixar de falar da última aventura, depois destes dias mudos, acabei por saír de casa meio sem norte, ou com um Norte pouco calculado, precisava sair... pela primeira vez as paredes da minha casa magoavam...Os amigos são a melhor coisa do mundo, e como estava marcada uma festa surpresa no fim de semana, fiz-me à estrada, saí de Sintra rumo a Coimbra onde se deu a surpresa.... ele não imaginava mesmo, ficou de dar boleia a uma amiga alheia em apuros e encontrou quem não esperava.....coitado até tremeu... :) há sorrisos que valem uma vida sabias?
Depois de algumas lágrimas, o convite.... FAZES ANOS, VAMOS PARA MADRID!!!!
Lá fomos com uma paragem por Salamanca, sem grandes pressas, fizemos diário de bordo, comemos mil tapas e choco muito choco!!!! tirámos mil fotos... deu tempo para voltar a sorrir, descansar.... e fazer uma lesão cervical.... estar longe fez-me bem, o Sporting perdeu 3 -0 até em Espanha se ouviu o relato....
....A passagem pelo Prado (lolo fica prometido eu sei...), a exposição da Paula Rego na Praça dos cães felizes, a viagem até Marrocos a dois passos da pensão... o prédio do Jardim Suspenso.... o passeio de barco, lololo odeio crianças!!! e não é ronha aleijei-me mesmo!!!! As estrelícias em Atocha, a Donna Porra (porra que era feia!!!!!) Vamos voltar está prometido....
E por agora volto ao silêncio....
Vou deixando fotos no tersolho...
(Obrigada de coração pelo apoio, por segurares as minhas lágrimas quando teimavam em cair, mesmo nos momentos mais inoportunos.... obrigada por me deixares sosinha sempre que preciso, obrigada por seres um grande amigo, apesar de eu saber de tudo e de saberes de tudo, Obrigado por teres ido, obrigado por ser simples estar contigo, obrigado por me fazeres sentir que é simples estar comigo e que não estou mais maluca do que o habitual, obrigado mesmo.... )
sábado, 17 de novembro de 2007
Os Dias Mudos....
Chegaste atrasado, fiquei triste e ansiosa, vinhas sempre a correr, e desta feita nem estavas nervoso, dizias.... perdeste o norte ao chegar, escondeste-te atrás de uma caixa de cartão e agias como se estivesses sempre ali, como se fosse normal a tua presença, assim sem nervos, sem ver estrelas daquelas que se vê, quando se vê para lá dos olhos....
Eu acho que estavas nervoso....tinhas aquele sorriso na cara e ocupavas as mãos para que o teu abraço não te denuncia-se.....
Foi tudo tão rápido, o jantar, e entre um momento ou outro arranjavas um motivo para me tocar para estar perto, e eu fugia.... queria tanto abraçar-te... mas não podia....., fogo, não sabes como custou.... mas estava a guardar o melhor dos abraços para o fim da conversa.... tinha esperança....porque já não imaginavas a tua vida sem mim.....
Depois as prendas, os risinhos, o arrastar do tempo....é tão bom estar ali.... das desculpas para não dormir...as piadas tolas do rabo do Charlie, o saco cama, o sofá, os abraços, os pedidos dos beijos, ..... fui muito muito forte... viste?
Mas depois...... apressei as coisas, fiquei ansiosa, precisava falar de nós, tinha tantas saudades, queria ouvir, tanto tempo depois....
...e no teu silêncio percebi que não querias falar, que não ias falar, porque não tinhas nada para dizer, nada para mudar, nenhuma solução.....nada.... nada para sentir....
É este o nosso fim? Perguntaste-me com a cabeça no meu peito, estavas aparentemente tão indefeso, até senti por segundos que desejavas que respondesse que não....e nesse segundo fiquei pequenina, tão pequenina, não respirei, (acho que não voltei a respirar desde então) estava suspensa por um fio de teia de aranha , aquela que imaginaste no lençol durante a noite, e que afinal era um desenho no tecido.....
E caí.... o resto foi defesa....
Deixei no teu carro um bocadinho de mim que não vou voltar a ter de volta, e viste como sorria?, como fiz um esforço para não te massacrar com lágrimas?...eu disse-te que sou muito forte.... Queria tanto tanto beijar-te....e até ao ultimo segundo desejei que tudo fosse diferente....... Não consegui fazer mais do que sorrir.... agradecer o eletrodoméstico e fugir dali.... depois espreitei pelo canto do olho e fiquei a ver-te ir embora...... e explodi.... acho que também choraste....
Sabes, acreditei sempre que era possível, que éramos outros e que podíamos ser estupidamente...tu sabes o quê....
Agora pergunto-me há quanto tempo já o sabías, há quanto tempo já não sentias, há quanto tempo já não querias ser o ombro, o apoio, o amigo, o amante, tu sabes o quê mais..... (desculpa)
Era para sempre lembras-te? E era mesmo para ser....era imenso..... era inconsumível, era tão real, tão real como este vazio que agora ocupa o lugar que esteve cheio de ..... tu sabes....
Obrigada de coração por cada segundo....foi de verdade sabes?, mesmo de verdade....
"E depois de tudo?
Depois de amado o virtualismo? Depois de me brindares com uma felicidade só reservada aos deuses, depois amar-me-às?
Assim, como eu te amo... "
Caiu uma lágrima na tua mão, eu vi que a guardaste, talvez dentro do guiso.... Não a percas, é única, já não se choram lágrimas daquelas....
Eu acho que estavas nervoso....tinhas aquele sorriso na cara e ocupavas as mãos para que o teu abraço não te denuncia-se.....
Foi tudo tão rápido, o jantar, e entre um momento ou outro arranjavas um motivo para me tocar para estar perto, e eu fugia.... queria tanto abraçar-te... mas não podia....., fogo, não sabes como custou.... mas estava a guardar o melhor dos abraços para o fim da conversa.... tinha esperança....porque já não imaginavas a tua vida sem mim.....
Depois as prendas, os risinhos, o arrastar do tempo....é tão bom estar ali.... das desculpas para não dormir...as piadas tolas do rabo do Charlie, o saco cama, o sofá, os abraços, os pedidos dos beijos, ..... fui muito muito forte... viste?
Mas depois...... apressei as coisas, fiquei ansiosa, precisava falar de nós, tinha tantas saudades, queria ouvir, tanto tempo depois....
...e no teu silêncio percebi que não querias falar, que não ias falar, porque não tinhas nada para dizer, nada para mudar, nenhuma solução.....nada.... nada para sentir....
É este o nosso fim? Perguntaste-me com a cabeça no meu peito, estavas aparentemente tão indefeso, até senti por segundos que desejavas que respondesse que não....e nesse segundo fiquei pequenina, tão pequenina, não respirei, (acho que não voltei a respirar desde então) estava suspensa por um fio de teia de aranha , aquela que imaginaste no lençol durante a noite, e que afinal era um desenho no tecido.....
E caí.... o resto foi defesa....
Deixei no teu carro um bocadinho de mim que não vou voltar a ter de volta, e viste como sorria?, como fiz um esforço para não te massacrar com lágrimas?...eu disse-te que sou muito forte.... Queria tanto tanto beijar-te....e até ao ultimo segundo desejei que tudo fosse diferente....... Não consegui fazer mais do que sorrir.... agradecer o eletrodoméstico e fugir dali.... depois espreitei pelo canto do olho e fiquei a ver-te ir embora...... e explodi.... acho que também choraste....
Sabes, acreditei sempre que era possível, que éramos outros e que podíamos ser estupidamente...tu sabes o quê....
Agora pergunto-me há quanto tempo já o sabías, há quanto tempo já não sentias, há quanto tempo já não querias ser o ombro, o apoio, o amigo, o amante, tu sabes o quê mais..... (desculpa)
Era para sempre lembras-te? E era mesmo para ser....era imenso..... era inconsumível, era tão real, tão real como este vazio que agora ocupa o lugar que esteve cheio de ..... tu sabes....
Obrigada de coração por cada segundo....foi de verdade sabes?, mesmo de verdade....
"E depois de tudo?
Depois de amado o virtualismo? Depois de me brindares com uma felicidade só reservada aos deuses, depois amar-me-às?
Assim, como eu te amo... "
Caiu uma lágrima na tua mão, eu vi que a guardaste, talvez dentro do guiso.... Não a percas, é única, já não se choram lágrimas daquelas....
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Novidades....
Deixei de fumar.... sem dramas, sem fitas...aconteceu,....não sinto nada....
....e penso na vida, penso qual será a distância, o tempo, e o motivo, entre o querer tanto e o não querer nada.....
....não sei, nestes dias penso muito.... tenho muitas perguntas....
....e penso na vida, penso qual será a distância, o tempo, e o motivo, entre o querer tanto e o não querer nada.....
....não sei, nestes dias penso muito.... tenho muitas perguntas....
sábado, 10 de novembro de 2007
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Trick or Treat…

Era véspera da véspera de Halloween, e eu na cozinha a fazer o jantar, sem pensar em abóboras, ou dar doces desconhecidos ou ser perseguida pelo Jason, quando e repente ouvi miar....
Abri a janela pensando ser a gata Kiki, que teima em não entrar pela porta, e qual o meu espanto quando vejo esta míni gata empoleirada no beiral da janela....entrou, comeu, e de seguida, como se morasse por ali desde os o início dos breves dias de vida que já leva, foi dormir para o sofá da sala, para espanto de todas as habitantes....
Três dias depois, e com um ou outro arrufo com as mais velhas, lá anda por casa. Já tem nome, já se esconde nas gavetas, levando-me quase ao desespero de lhe ter acontecido alguma coisa, já tem um clube de fãs, e já tem um lugar cativo no coração....
Chama-se Azeitona Pandeireta,.... (lololo) Princesa Azeitona Pandeireta, é toda preta, tem cerca de 25 cm, é pouco mais de 300 gramas de gata, invade a minha cama todas as noites para dormir no meu cabelo, trepa as minhas pernas quando lavo a louça, pega-se com as outras (e vice versa) e quando está muito assustada, esconde-se entre os vinis e a parede do quarto.....
E apesar do tamanho que tem, faz um ron ron que se ouve pela casa toda,.... acho que está feliz....
Eu estou, só não sei fazer ron ron...
: )
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Sintra, 25 Outubro 2007
Estava pr'ali na cozinha, (a da Tia Chouriça, onde aparecias vestido de Pai Natal, todos os anos) a descascar uma romã para levar amanhã para o almoço, e fui-me lembrar de quando o fazíamos juntos, e tu me obrigavas a tirar a mais ínfima parte amarela, que insistia em pegar-se aos grãos da romã. Dizias que depois ao comer amargava muito, sorrias e chamavas-me preguiçosa...
A casa está sempre muito animada, a gata, não é a Maria, aquela que ia contigo despejar o lixo do jardim em cima do carrinho de mão, essa já não a temos cá em casa, talvez ainda deêm longos passeios vocês os dois... :) , mas estava a dizer... a Kiki, a gata, andava ainda agora aos pulos atrás de uma mosca, que já me estava a irritar um bocadinho, enquanto a KuKa (a outra gata..., sim, já tenho duas) a tentava caçar a ela.... não há sossego....
A casa não está só animada, mas como já deves ter percebido, está nova, continua cheia de coisas boas, as memórias antigas e começa já a ter recordações novas....
A Avó lá anda, uns dias melhores outros piores, sabes como é o mau feitio da D. Avó..., mas apesar disso, continua com muitas saudades tuas, e não há dia nenhum em que não fale de ti, por este ou aquele motivo.... aproveitamos sempre para lembrar uma história ou outra...
Hoje fiz uma maldade, aliás descobri que fiz uma maldade.... Fui às compras, e quando abri a mala do carro para as guardar, descobri que as flores que ela comprou no domingo, para eu levar ao cemitério ainda lá estão, não sei o que se passou, esqueci-me e fiquei a borregar no sofá, sei que não ficas chateado, que me lembre, de flores, só me falaste das azedas que davam para comer, e isto diz tudo sobre tua relação com as flores....As azedas devem estar quase a voltar encher o pinhal de amarelo, tenho a impressão de que de ano para ano ficam menos amargas....
Tenho tido a companhia dos primos, tu sabes, andam sempre por cá e eu por lá, como sempre, mas já não fazemos buracos na areia "lá de trás", porque já somos crescidos e também porque a areia "lá de trás" é agora a relva cá da frente, está tudo tão diferente...
Já não me enganas a dizer que se cavasse bem fundo podia encontrar o mar, como os buracos que se faziam na praia....
Continuamos a mexer nas tuas ferramentas e a esquecer de as arrumar no sitio, acho que os teus ralhetes não foram suficientes, nem convincentes....
Já estou deitada, o meu quarto agora é no sótão onde o Tio Valentim guardava os cereais, lembraste das tardes a cantar e a debulhar milho? e das feridas nos polegares das maçarocas? e de nós miúdos, descermos a eira a correr para escorregar no milho estendido a secar? hi hi hi....Lá andavas tu atrás de nós ora a ralhar, ora a distribuir tintura nas feridas que nasciam nos joelhos a cada descida....
Ai!! aquela tintura roxa..., aquilo demorava semanas a sair, a ferida já sarada e aquelas manchas tão feias nos joelhos e cotovelos, e às vezes nos queixos...que nós éramos tramados... :)
Agora já só pomos Betadine, e já não há feridas das quedas da eira, nem das bicicletas....
Quer dizer espero eu, que tenho um passeio de bicicleta marcado com o Filipe, e espero não fazer figuras.
Não o conheceste de perto, mas já lhe falei muito de ti, e tem estado muito por perto, vem cá muitas vezes.... ele tem outro nome, daqueles que os amigos usam, como tu tinhas o "Faro", não gostava nada que te chamassem "Faro", sempre gostei muito do teu nome, então é pelo nome que o chamo e não pela alcunha, e de cada vez que o faço, lembro-me de ti, mas não lhe contei, é um segredo só nosso, às vezes até lhe chamo Sr. Filipe, como as mulheres da frutaria, e o Sr. da leitaria te chamavam, e se olhares bem de perto percebes que os meus olhos brilham um bocadinho mais... é muito especial ele....
Bom e agora vou dormir, o João Pestana já chegou... há uns tempos mandaram-me por coincidência a musica do Papão no telhado, que me costumavas cantar para adormecer, nunca mais ouvi foi a do Rapaz do Trapézio Voador, acho que só tu e a avó é que a conheciam, um dia destes escrevo a letra com a ajuda dela para não me esquecer.... como se isso se esquecesse... : )
Não posso chegar atrasada, amanhã... Lembraste de ralhares com a mãe quando passávamos à frente do talho onde trabalhavas,... atrasadas para a escola pela manhã...? Lembro-me que me piscavas o olho quando olhava para trás para te dizer adeus...
Depois à tarde quando me ias buscar, ríamos da mãe nunca perceber que não estavas assim tão zangado....
Bom já, estou a fechar os olhos, e temos mais noites para conversar....
P.s- Ah! O David está mais crescido, já tem uma casa, e ainda não aprendeu nem mais uma palavra de alemão.... :)
A casa está sempre muito animada, a gata, não é a Maria, aquela que ia contigo despejar o lixo do jardim em cima do carrinho de mão, essa já não a temos cá em casa, talvez ainda deêm longos passeios vocês os dois... :) , mas estava a dizer... a Kiki, a gata, andava ainda agora aos pulos atrás de uma mosca, que já me estava a irritar um bocadinho, enquanto a KuKa (a outra gata..., sim, já tenho duas) a tentava caçar a ela.... não há sossego....
A casa não está só animada, mas como já deves ter percebido, está nova, continua cheia de coisas boas, as memórias antigas e começa já a ter recordações novas....
A Avó lá anda, uns dias melhores outros piores, sabes como é o mau feitio da D. Avó..., mas apesar disso, continua com muitas saudades tuas, e não há dia nenhum em que não fale de ti, por este ou aquele motivo.... aproveitamos sempre para lembrar uma história ou outra...
Hoje fiz uma maldade, aliás descobri que fiz uma maldade.... Fui às compras, e quando abri a mala do carro para as guardar, descobri que as flores que ela comprou no domingo, para eu levar ao cemitério ainda lá estão, não sei o que se passou, esqueci-me e fiquei a borregar no sofá, sei que não ficas chateado, que me lembre, de flores, só me falaste das azedas que davam para comer, e isto diz tudo sobre tua relação com as flores....As azedas devem estar quase a voltar encher o pinhal de amarelo, tenho a impressão de que de ano para ano ficam menos amargas....
Tenho tido a companhia dos primos, tu sabes, andam sempre por cá e eu por lá, como sempre, mas já não fazemos buracos na areia "lá de trás", porque já somos crescidos e também porque a areia "lá de trás" é agora a relva cá da frente, está tudo tão diferente...
Já não me enganas a dizer que se cavasse bem fundo podia encontrar o mar, como os buracos que se faziam na praia....
Continuamos a mexer nas tuas ferramentas e a esquecer de as arrumar no sitio, acho que os teus ralhetes não foram suficientes, nem convincentes....
Já estou deitada, o meu quarto agora é no sótão onde o Tio Valentim guardava os cereais, lembraste das tardes a cantar e a debulhar milho? e das feridas nos polegares das maçarocas? e de nós miúdos, descermos a eira a correr para escorregar no milho estendido a secar? hi hi hi....Lá andavas tu atrás de nós ora a ralhar, ora a distribuir tintura nas feridas que nasciam nos joelhos a cada descida....
Ai!! aquela tintura roxa..., aquilo demorava semanas a sair, a ferida já sarada e aquelas manchas tão feias nos joelhos e cotovelos, e às vezes nos queixos...que nós éramos tramados... :)
Agora já só pomos Betadine, e já não há feridas das quedas da eira, nem das bicicletas....
Quer dizer espero eu, que tenho um passeio de bicicleta marcado com o Filipe, e espero não fazer figuras.
Não o conheceste de perto, mas já lhe falei muito de ti, e tem estado muito por perto, vem cá muitas vezes.... ele tem outro nome, daqueles que os amigos usam, como tu tinhas o "Faro", não gostava nada que te chamassem "Faro", sempre gostei muito do teu nome, então é pelo nome que o chamo e não pela alcunha, e de cada vez que o faço, lembro-me de ti, mas não lhe contei, é um segredo só nosso, às vezes até lhe chamo Sr. Filipe, como as mulheres da frutaria, e o Sr. da leitaria te chamavam, e se olhares bem de perto percebes que os meus olhos brilham um bocadinho mais... é muito especial ele....
Bom e agora vou dormir, o João Pestana já chegou... há uns tempos mandaram-me por coincidência a musica do Papão no telhado, que me costumavas cantar para adormecer, nunca mais ouvi foi a do Rapaz do Trapézio Voador, acho que só tu e a avó é que a conheciam, um dia destes escrevo a letra com a ajuda dela para não me esquecer.... como se isso se esquecesse... : )
Não posso chegar atrasada, amanhã... Lembraste de ralhares com a mãe quando passávamos à frente do talho onde trabalhavas,... atrasadas para a escola pela manhã...? Lembro-me que me piscavas o olho quando olhava para trás para te dizer adeus...
Depois à tarde quando me ias buscar, ríamos da mãe nunca perceber que não estavas assim tão zangado....
Bom já, estou a fechar os olhos, e temos mais noites para conversar....
Boa noite avô, Gosto tanto de ti....
P.s- Ah! O David está mais crescido, já tem uma casa, e ainda não aprendeu nem mais uma palavra de alemão.... :)
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Do hoje, do ontem e da coragem dos dias...
Queria ser muito mais corajosa para apenas te dizer, o quanto estou feliz por te ver a levantar e como acabo a sorrir sozinha ao pensar que depois deste tempo todo, talvez estejas a encontrar a força que precisas para continuar.
O quanto é bom saber-te a lutar por um tempo melhor para ti e consequentemente para mim....(porque seja como for, melhores dias virão para nós....lembras-te?)
Mas o meu egoísmo ás vezes é maior, é a saudade que me corrompe os princípios bem intencionados (e já sabes, de boas intenções está o inferno cheio, e acredita que vou para lá aquecer os pés, quando tudo um dia terminar...) e a angústia nas horas em que sei que não te posso ver, apenas te ver sorrir, como sorris sempre que chegas, aquele primeiro sorriso quando me vês...
Depois já sabes, fico meia febril, choro um bocadinho, encolho-me muito para ver se passa, como se fosse uma dor de barriga sabes? e ali fico até tudo acalmar.... Como naquela manhã na minha casa, que choramos os dois de mão dada, sem dizer uma palavra, porque ás vezes não se pode dizer nada, porque corremos o risco de rebentar por dentro....
Depois, penso em ti, com os olhos já exaustos, coração aos pulos, lembro-me das tuas tolices, da tua voz, dos risinhos e sorrisos, das tuas mãos.... como um floco de neve, arrefeço por dentro e tudo acalma....adormeço a sorrir....Porque de facto estou feliz por ti...
E a ti, que me tens enxugado as lágrimas e que seguras as minhas mãos, que me dizes que tudo vai ficar bem, que me chamas a menina mais bonita da praia, com esses olhos de gente de outro mundo, preciso que saibas, que não existe tempo em nós.... estás aqui.... e é para sempre...
O quanto é bom saber-te a lutar por um tempo melhor para ti e consequentemente para mim....(porque seja como for, melhores dias virão para nós....lembras-te?)
Mas o meu egoísmo ás vezes é maior, é a saudade que me corrompe os princípios bem intencionados (e já sabes, de boas intenções está o inferno cheio, e acredita que vou para lá aquecer os pés, quando tudo um dia terminar...) e a angústia nas horas em que sei que não te posso ver, apenas te ver sorrir, como sorris sempre que chegas, aquele primeiro sorriso quando me vês...
Depois já sabes, fico meia febril, choro um bocadinho, encolho-me muito para ver se passa, como se fosse uma dor de barriga sabes? e ali fico até tudo acalmar.... Como naquela manhã na minha casa, que choramos os dois de mão dada, sem dizer uma palavra, porque ás vezes não se pode dizer nada, porque corremos o risco de rebentar por dentro....
Depois, penso em ti, com os olhos já exaustos, coração aos pulos, lembro-me das tuas tolices, da tua voz, dos risinhos e sorrisos, das tuas mãos.... como um floco de neve, arrefeço por dentro e tudo acalma....adormeço a sorrir....Porque de facto estou feliz por ti...
E a ti, que me tens enxugado as lágrimas e que seguras as minhas mãos, que me dizes que tudo vai ficar bem, que me chamas a menina mais bonita da praia, com esses olhos de gente de outro mundo, preciso que saibas, que não existe tempo em nós.... estás aqui.... e é para sempre...
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
No comments...

Citando a Mir:
"...um tal de Guillermo Vargas Habacuc, natural da Costa Rica, que, supostamente, pretende ser um artista.
Numa das suas últimas exposições em Manágua, atou um cão vadio a uma parede, deixando-o morrer à fome e à sede (mais detalhes desta história sádica e pervertida, aqui).
Segundo o próprio, tratar-se-ia de uma "manifestação artística".
Porque a crueldade para com os animais não é "arte" e deve ser condenada, assinem a petição que pretende impedir a participação deste energúmeno na Bienal Centroamericana das Honduras em 2008"
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Pronto está bem...
Primeiro foram alguns amigos mais distantes que repararam, e acrescentavam: "também é da personalidade", depois os mais próximos acharam piada e concordaram, até que passou a ser motivo de conversa.....o [ex] namorado achou que talvez não fosse uma ideia assim tãaaao descabida, talvez fosse o cabelo de então....
Os primos riam ao ver a minha cara, quando alguém tocava o assunto, e acenavam com a cabeça...
As amigas também.....
Um amigo especial, fazia piada a toda a hora com isso, e sem qualquer dúvida dizia "tens imensas semelhanças"......
No sábado à noite, foi um estranho (o homem mais lindo do mundo, segundo ele*) que me abordou na rua e me disse:
“Você se não é a aquela rapariga daquele programa dos tempos do Salazar, é muito parecida com ela”.....
Foi a risada geral para os presentes que conhecem a história, e para mim, mais um passo para a aceitação.....
...Mesmo assim quero confirmar com a minha mãe, que as mães têm sempre razão....
....e se querem saber, não é nada que me choque, ou chateie, até tenho admiração pela senhora :P....
* "ele", diga-se a bom da verdade tinha mais álcool no sangue, que 20 enólogos juntos numa prova de vinho......
* "ele", diga-se a bom da verdade tinha mais álcool no sangue, que 20 enólogos juntos numa prova de vinho......
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Beirut - Nantes
well it's been a long time, long time now
since I've seen you smile
and I'll gamble away my fright
and I'll gamble away my time
and in a year, a year or so
this will ship into the sea
well it's been a long time, long time now
since I've seen you smile
nobody raise their voices
just another night to go to
nobody raise their voices
just another night to go to
É sexta feira vou ficar até mais tarde a trabalhar, para além do ruído ensurdecedor das maquinas, existe um silêncio esmagador por toda a parte.... restam-me as músicas...
Sem grandes histórias ou comentários.....
Sem grandes histórias ou comentários.....
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